Quanto custa ser feliz?

Por Milly Lacombe
Pesquisadores da Universidade de Princeton calcularam o preço da felicidade e concluíram que ele equivale a um salário anual de U$ 75 mil, ou cerca de R$ 250 mil, que seria uns R$20 mil por mês contando 12 salários no ano.

Mas o curioso vem a seguir. O mesmo estudo diz, claro, que ganhar menos do que isso colabora para a infelicidade mas – e aqui a coisa fica interessante – ganhar mais do que isso pode fazer com que o nível da felicidade alcançada vá diminuindo, ou, na melhor das hipóteses, não colabora mais para o aumento da felicidade.

Laura Gottesdiener, que escreveu sobre a pesquisa para o site Alternet, conta que uma outra pesquisa mediu a felicidade de 900 mulheres no estado do Texas e concluiu que as atividades que as faziam mais felizes eram, pela ordem, sexo, socializar, relaxar, rezar/meditar e comer. “A não ser pela última, todas as demais são gratuitas”, escreveu Gottediesner.

Nos Estados Unidos a maioria das pessoas ganham menos de U$75 mil por ano, e o salário médio anual de uma família é de U$50 mil, ou R$160 mil por ano.

Outra pesquisa, dessa vez conduzida pelo Gallup, mediu em 138 países o retorno positivo das pessoas diante de algumas experiências perguntando se elas haviam experimentado sensações como satisfação, diversão, relaxamento e ser tratado com respeito no dia anterior. Nela a América Latina dá um banho no resto do mundo ficando com as sete primeiras posições.

Sob essa metodologia o Paraguai aparece como o melhor lugar do mundo, seguido de Panamá, Guatemala e Nicarágua; o Brasil ficou em 49º lugar.