Estudo mostra que cinema americano colabora com a desigualdade social

Por Milly Lacombe

O cinema americano é um homem jovem, heterossexual e branco, e as mais recentes pesquisas mostram o que talvez já soubéssemos: que Hollywood não se esforça muito para que evoluamos socialmente e atinjamos um lugar de igualdade.

Matéria do “New York Times” do dia 5 de Agosto repercute pesquisa feita pelo Media, Diversity & Social Change Initiative, e o estudo revela alguns dados chocantes, como por exemplo o fato de 73% dos personagens serem brancos (e por “personagens” entende-se qualquer ator que em um filme emita uma palavra ou tenha um nome).

Personagens gays ou bissexuais são 19% do total, e menos de 20% deles são mulheres entre 40 e 64 anos.

Entre 2007 e 2014 mulheres ficaram com 30% dos papeis entre os 100 filmes que mais bilheteria tiveram nos Estados Unidos, ou uma mulher para cada 2,3 homens.

A questão é complicada porque o que o cinema americano reflete não é o mundo em que vivemos, mas sim a concentração de poder do mundo em que vivemos, e a continuar assim ele nada fará para que o cenário mude.

Veja aqui o estudo completo.